Como trabalhar a ideologia de gênero no mundo dos negócios?

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Apesar de o número de mulheres no mundo dos negócios estar aumentando no Brasil, ainda é fundamental falarmos sobre ideologia de gênero, afinal a discrepância tanto de cargos como de salários ainda é grande em todo o mundo.

Uma pesquisa feita pelo site da Catho apontou que as mulheres ganham menos que os homens para todos os cargos e áreas, com uma diferença de quase 53%. Os dados ainda revelaram que existem poucas mulheres nos cargos de gestão.

Quer saber como reduzir esses índices? Continue a leitura!

Como a ideologia de gêneros funciona no mercado de trabalho?

O termo ideologia de gênero ainda é muito estigmatizado e nem todo mundo compreende a sua importância e nem o seu significado. Na verdade, a ideia por trás do termo se refere à igualdade entre homens e mulheres, tanto de direitos como de oportunidades.

No mundo dos negócios essas diferenças ainda são muito sentidas, como no caso da disparidade de salários. Para se ter uma ideia, essa mesma pesquisa da Catho que citamos no início deste conteúdo, apontou que as diferenças de salários são maiores conforme a especialização aumenta. Entre presidentes, diretores e gerentes, as mulheres costumam ganhar 31,84% do que os homens.

E se ambos possuem as mesmas qualificações e exercem as mesmas funções e responsabilidades, o que explica essa diferença? Infelizmente a única resposta possível é o preconceito.

Muitas vezes as mulheres ainda são vistas como “frágeis” e até “incapacitadas” para realizarem determinadas funções, sobretudo em cargos de gestão – o que não tem nenhuma comprovação.

Na verdade, a realidade é justamente o contrário. Uma pesquisa realizada pela Consultoria McKinsey com mais de 107 empresas em 12 países  comprovou que as empresas que contam com mulheres executivas têm um aumento na performance de até 15%.

As dificuldades das mulheres no mundo dos negócios são várias, que levam a esse quadro de poucas oportunidades, como:

  • falta de estímulo para essas áreas quando ainda são muito novas (geralmente são as meninas educadas para cuidar da casa, das pessoas e do lar e não para desvendar ou fazer explorações científicas);
  • falta de apoio e linhas de financiamento que favoreçam às mulheres, sendo muitas vezes mais difícil para que elas consigam abrir seus negócios do que para eles;
  • desconfiança de muitos contratantes de que as mulheres realmente são capazes de realizar determinadas funções baseada apenas no preconceito;
  • falta de oportunidades para que as mulheres tenham funções de liderança, que diminui a experiência delas no setor e consequemente reduz as oportunidades que já são escassas.

Quais ações são necessárias para reverter esse quadro?

Os exemplos de como o machismo está presente no mundo dos negócios são vários. As empresárias norte-americanas Penelope Gazin e Kate Dwyer ilustram bem esse quadro, quando apenas conseguiram “emplacar” a sua ideia e conseguir desenvolvedores para o seu marketplace quando criaram um sócio homem de “mentira”.

Por isso, trabalhar a ideologia de gênero nas empresas é algo fundamental, buscando tornar esses ambientes mais diversificados e também agradáveis para as pessoas trabalharem. Algumas ações que podem ser tomadas nesse sentido são:

  • realizar o recrutamento às cegas ou sem a indicação de gênero nos currículos, orientando os recrutadores a analisarem apenas as competências e experiências profissionais;
  • incentivar as mulheres a conseguirem cargos de gerência, desenvolvendo planos de carreiras que não levem o gênero em consideração na hora de estipular salários e promoções;
  • implantar políticas internas que impeçam remunerações diferentes para pessoas que realizam a mesma função, independentemente do gênero;
  • combater o assédio;
  • treinar e orientar todos os colaboradores em relação à importância de se buscar um ambiente igualitário e que trate todos com respeito, favorecendo a harmonia para que o trabalho seja mais produtivo;
  • incentivar a contratação de mulheres, buscando ampliar a diversidade de gênero entre as suas equipes e tornar a sua empresa mais favorável ao diálogo e ao tratamento igualitário;
  • instituir comissões ou grupos de mulheres para tratar sobre assuntos de gêneros, direitos e necessidades profissionais das mulheres da sua empresa;
  • encorajar seus profissionais homens a tirarem licença paternidade.

É claro que, para funcionar, muitos desses pontos exigem que a empresa tenha uma cultura que valorize a diversidade e que acredite na igualdade de gênero, caso contrário nenhuma delas trará resultados reais. Com colaboradores que compactuam com essa cultura, fica mais fácil evitar situações de assédio ou de constrangimento e preconceito contra as mulheres.

Você gostou de saber mais sobre a ideologia de gênero no mundo dos negócios? Aproveite e participe desse debate deixando o seu comentário sobre o tema!

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